Violent Shit (1989)


Direção:Andreas Schnaas
Duração: 1 hora e 25 minutos
Gênero: Slasher, Splatter, Sadismo
Alemanha
Preto e Branco
AVI

"K. Butcher Shitter é um serial killer que escapou dos policiais e está a solta, se escondendo e perambulando por uma floresta da Alemanha. Mata todas as pessoas que aparecem em sua vista de forma cruel e sangrenta, se alimentando de partes do corpo e principalmente, de orgãos genitais."


Primeiro filme de Andreas Schnass e de baixíssimo orçamento, ele foi o primeiro de vários diretores independentes de filmes de terror e slasher na Alemanha. Suas direções e produções tiveram um cunho muito importante, pois agiram como uma sustentação do gênero do terror no país após a segunda guerra mundial.
O filme foi gravado junto de seus amigos em 4 semanas, filmado de um jeito amador com uma filmadora VHS e logo em seguida, transformado em filme.


O filme nem é tão forte assim, possui cenas elaboradas com bons efeitos especiais e muito, mas muito sangue falso. Foi uma gravação completamente amadora e, em resumo, é só um cara doente com uma infância ferrada encontrando pessoas pela floresta e as matando.
Em uma cena específica, é informado em um jornal que um assassino estava foragido e fora encontrado um corpo sem orgão genital, a evidência havia sido comida pelo mesmo.
Aparentemente o filme ser "suave", caseiro e não condizer tanto assim com o título, não foi o bastante para a aceitação no país pois assim que foi lançado já foi banido pelo nome vulgar.


Cara, esse filme tem uma sequência gigantesca que não é tão necessária assim... tem um total de 4 filmes e me pergunto se todos são engraçados iguais a esse.

Imagino que não tenha sido utilizado equipamento algum para a gravação externa do áudio, somente o microfone da câmera... então já dá pra imaginar a podreira que é.
Quando eu assistir o Violent Shit II eu vou trazer aqui também, até a sequência ficar completinha no blog.

Legenda em PT-BR feita por mim!
Espero que gostem XD

BAIXE AQUI:



A Meia Noite Levarei Sua Alma (1964)



Direção: José Mojica Marins
Duração: 1 hora e 40 minutos
Gênero: Terror, Suspense, Sadismo
Preto e Branco
AVI

"O que é a vida? É o princípio da morte. O que é a morte? É o fim da vida. O que é a existência? É a continuidade do sangue. O que é o sangue? É a razão da existência."

Terceiro filme dirigido por José Mojica Marins, importantíssimo para o cinema brasileiro. O roteiro do filme surgiu após Mojica sonhar que um vulto encapuzado estava arrastando seu corpo até uma lápide, com o seu nome gravado nela. 

Josefel Zanatas ou Zé do Caixão, é o coveiro de uma cidade pacata do interior, tem uma obsessão em sua vida que é dar continuidade a sua raça maligna, ele cisma em ter um filho homem e em criá-lo seguindo seus princípios e seus costumes.
O vilão é o protagonista, extremamente sádico, seus pensamentos sombrios de misoginia, assassinato e de raça superior são os fatos principais do filme. O personagem é da alta sociedade e usa de sua abundância de capital como uma forma de se esconder dos crimes acometidos, usa roupas funéreas, terno e cartola, muito diferente das pessoas pobres e simples da pequena cidade, causando medo e pavor.


Mojica sempre tentava burlar a censura, utilizando da nudez tácita e da violência habitual do cinema da época, começou sua carreira com filmes de faroeste e tentou criar sua própria atmosfera cinematográfica. Na época o faroeste era um gênero apreciado e respeitado pelo povo, os jogos de câmera abraçam características desse gênero, pois tem muitas alusões ao bangue-bangue da época.

A Meia Noite Levarei Sua Alma é um marco do cinema brasileiro, foi o primeiro filme de terror feito no país e contribuiu para a criação do movimento "Boca de Lixo" em São Paulo, um bairro que desenvolveu o cinema brasileiro, com liberdade de expressão e criatividade, nas décadas de 60 e 70.


Sua filmagem trouxe novos elementos para a produção de filmes no Brasil, o orçamento dele foi baixíssimo e foi utilizado bastante da técnica Kuleshov, onde a edição e a ambientação são mais utilizadas que cenas com diálogos, sendo recebidas pelo telespectador de forma clara e objetiva.
Os diálogos são bem elaborados, as atuações não são tão boas assim, não... e Zé se apropria de várias frases de efeito junto de respostas rudes, sempre soturnas e com referenciais de morte.


Ao assistir esse longa com um pensamento crítico e político, vemos que ele é repleto de metáforas subliminares referentes à ditadura militar, analisando mais profundamente ainda, se refere também ao golpe de 64 que foi dado à meia noite do dia 1 de abril.

Proteger as crianças e as desprezar quando ficarem adultas? É algo um tanto comum, você não acha? 

Zé do Caixão é uma vestimenta humana do moralismo e do conservadorismo que governava o Brasil em meados dos anos 60, o filme foi lançado em 1964 e já de início censurado.


Será que Zé realmente interpreta o mal? Se ele plantasse sua semente em Teresinha, ela daria a luz ao anti-cristo?

Ele representa o homem macho, o cidadão médio brasileiro que zela pela proteção das crianças e que também vai ao bar afim de arranjar brigas, estupra sua esposa, vive na infelicidade, rouba e participa de apostas, quer uma amante e odeia seu trabalho.
Esse personagem representa o Brasil, por si só.

Ao final do filme, Zé do Caixão também foi uma vítima... vítima de sua própria moralidade e de seus costumes.

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O Corvo - The Crow (1994)


Ano: 1994
Direção: Alex Proyas
Duração: 1 hora e 42 minutos
Gênero: Ação, Anti-herói, Halloween
Cor: Colorido


Brandon Lee era filho de Bruce Lee, nasceu em 1965 e diferente de seu pai, que focava somente na atuação em filmes de ação e artes marciais, buscava se especializar no cinema dramático. Uma reviravolta que não teve uma duração tão longa, os filmes feitos antes de sua morte foram somente os típicos de artes marciais, iguais aos de seu pai.

Bruce Lee morreu em 1975, aos 35 anos de idade, teve um edema cerebral após tomar um remédio para dor de cabeça que continha aspirina e meprobamato em sua composição. Há várias especulações sobre sua morte, envenenamento e grupos rivais estão no meio, mas eu acho que não foi nada disso, não... ele só era um ator que se esforçava ao máximo para atingir a perfeição e essa foi a forma do corpo fortíssimo dele dizer "Já chega!".

Brandon Lee morreu em 1993, aos 28 anos de idade, 13 anos após a morte de seu pai, nas filmagens do filme "O Corvo" que foi lançado somente em 1994. Acreditam que a arma usada para a performance havia sido sabotada, pois as usadas em filmagens só possuem a cápsula e a que o matou, estava carregada com um projétil.


Brendon morreu na cena em que Darla está usando morfina junto de seu namorado, lá para o meio do filme, várias balas são atiradas contra ele e todas as balas o acertam, cortaram a cena real em que ele morre... por motivos óbvios.
A mudaça de atore nem é notável, a troca feita do corvo foi com o ator Chad Stahelski e o filme continua normalmente após o fato.
Não se notam mudanças nas feições e nem na atuação das pessoas também, o filme foi finalizado rapidamente afim de cooperar com o luto do elenco, utilizaram maquiagem e efeitos especiais para deixar o personagem parecido com Brandon Lee.


Foi o filme que moldou a carreira do ator mesmo após sua morte, foi chocante para todos na época pois ele era somente um rapaz, com um grande futuro e filmes a se fazer pela frente.
Foi dirigido por Alex Proyas, algumas de suas direções são: Cidade Misteriosa de 1998, Eu, Robô de 2004 e Presságio de 2009.


O Corvo tem um tom de comédia junto de uma ação frenética, típico dos filmes de anti-heróis da época. Eu acho um filme cômico, as HQ's são muito mais violentas, emocionantes e com cenas brutas de morte, possuem um traço rabiscado e delicado ao mesmo tempo.
Considero uma boa adaptação pois conseguiu ambientar muito bem e seguiu a risca a história de Eric Draven dos quadrinhos.

A cidade me lembra Gotham City, a trilha sonora não é tão ruim assim e a paleta de cores foi muito bem escolhida.

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Funeral Home (1980)

 



Ano: 1980
Direção: William Fruet
Duração: 1 hora e 55 minutos
Gênero: Terror, Suspense
Cor: Colorido

Alfred Hitchcock é nomeado o percursor do cinema e fundamental no desenvolvimento do suspense, nasceu no Reino Unido em 1899.
Teve seu primeiro filme lançado em 1922, Number 13, produziu mais de 50 filmes e tudo que produzia era magnífico, deixavam as premières lotadas, e seu maior auge foi no fim dos anos 50, algumas de suas produções famosas são Psicose, Vertigo e Os Pássaros. 
Faleceu de insuficiência renal em 1980.


O surgimento da rede aberta televisiva, não foi gratificante para a indústria cinematográfica do Canadá pois fez o povo consumir cada vez menos o cinema nacional pelo fato de sentirem ter uma conectividade maior com a TV aberta, que dava informações e mostrava realidades diferentes de seus usuais.


Na época, o suspense estava em alta e foi um gênero que percursou o cinema mundial por muitas décadas, dando início à uma "tendência", por assim dizer, que realmente foi impactante na história do cinema.

   
Assim surgiu o CANUXEXPLOITATION, que são filmes canadenses lado B com influências de thriller, suspense, terror e ação. Eram focados em mostrar a realidade que o povo estava se interessando, porém com o intuito comercial. Mostrava o sexo, o uso de drogas e cenas chocantes, sempre de um jeito leve para não chocar de verdade XD
Eram filmes bancados pelo governo que tinham o objetivo de vender o cinema da época para o mundo e, principalmente, para o Estados Unidos.

É difícil não comparar esse filme com outros nomes famosos, ele é muito semelhante com outros títulos e esse fato de ter sido financiado e produzido só com o intuito de "vender", por algum motivo não me desce...

A atuação é interessante, tem esforço dos atores e torna o filme menos maçante de ser assistido, o final é marcante pois o suspense usado em seu roteiro junto da ambientação, realmente funcionaram no quesito da curiosidade e da conexão com a sombriedade passada.
Consigo imaginar algumas melhorias... não deviam encher tanta linguiça, inventar tantas gírias e colocarem menos propaganda de marcas famosas, assim eu não pensaria que tão lambendo saco dos EUA.

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Lot in Sodom (1933)


Ano: 1933
Direção: James Sibley Watson
Duração: 27 minutos
Gênero: Curta, Experimental, Surrealismo, Queer
Cor: Preto e Branco
Mudo
Preto e Branco


Sodoma e Gomorra eram cidades que, a partir de certo momento, começaram a pecar excessivamente segundo Deus, que viviam com a maldade em seu adorno e isso fez o senhor refletir, pensar que o pecado, o caos e a corrupção existente na população deveria ser punido de uma forma bruta e violenta.
Deus planejava destruir essas cidades, retirar o mal delas pela raíz e refazê-las de uma forma mais pura, seguindo o seu caminho de luz e veneração.


No meio de toda a corrupção havia Ló, tio de Abraão, ele seguia o caminho estrito de Deus e se importava com a vontade de sua malevolência. Seu amor e veemência por Deus resultou em compadecimento, pois Deus o fizera abrigar dois anjos em sua casa que o avisaram da destruição das duas cidades.

Ao fim do dia a destruição se iniciou, o fogo ardente e as chamas causavam desespero e medo e, ao que a fuga de Ló junto de suas duas filhas e esposa acontecia, pouco antes Deus havia alertado, diretamente, que JAMAIS deveriam olhar para trás afim de ver a destruição da cidade. Sua esposa não seguiu o mandamento, acabou se transformando em uma estátua de sal.


Curta experimental e queer de 1933, extremamente polêmico na época por tratar da homossexualidade no meio cristão. Filmagem excêntrica, poética e tocante, mostrando uma perspectiva diferente sobre o certo e o errado, o puro e o sujo. Mostra a nudez de forma bela, o corpo humano como ele é e o rancor que Deus guarda pela liberdade dada a nós.

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Violent Shit (1989)

Direção: Andreas Schnaas Duração:  1 hora e 25 minutos Gênero:  Slasher, Splatter, Sadismo Alemanha Preto e Branco AVI " K. Butcher Shi...

Three Bats